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Silêncio: fonte criadora.

by nadia 23. February 2010 10:42

Silêncio: fonte criadora.

O cultivo do silêncio como fonte de criatividade e gratidão.

Novo tempo, outro ciclo. Possibilidades de escutar mensagens e provocações de recantos distintos, além dos já conhecidos ou de sentir com maior acuidade as profundezas da vida. Ninguém agüentaria estar sempre mergulhado nas frenéticas baladas carnavalescas. Ainda mais numa época que supervaloriza a "curtição" a todo custo. Como se a história humana fosse somente exposição ou a exteriorização de sons, cores, amores. Talvez o melhor do ciclo presente (quaresmal) seja a possibilidade de contar também com o silêncio. É preciso visitá-lo no espaço que se chama deserto e ali abraçar também as cruzes do caminho. Deserto onde o Povo de Deus esteve na sua experiência de Êxodo e também Jesus, passando pelas tentações (Lc 4, 1-13). Aliás, suspeita-se que seja no deserto que as coisas mais intensas e descobertas importantes emergem no cotidiano. Sem uma saudável cota de solidão da alma, talvez não haja como colher o broto nascido de sementes escondidas.

O ritmo quaresmal, bem mais comedido, moderado, possibilita ao humano visitar sua morada e num recolhimento necessário notar como andam suas arrumações. Sair um pouco do barulho, de tantas vozes de fora, abre espaço bom para também escutar os rumores internos de onde emergem as pulsões vitais ou destruidoras. Não se trata de inércia, mas de buscar o silêncio de onde emergem palavras novas. Adélia Prado já dizia que "a palavra é disfarce de uma coisa mais grave". Do contrário, os ruídos seriam a forma mais autoritária de distanciar o ser humano de seu silêncio criador. Não é raro esbarrar com uma massa grande de pessoas que falam demais, sem dizer coisa alguma. Sem a voz do silêncio, será oca a comunicação humana. Despir-se dos dizeres comuns para dar conta dos amores e dores do viver. Por que será que os lutos, as tristezas tornam-se cada vez mais insuportáveis nos dias atuais? Certamente porque tais situações devolvem a todos a ausência de palavras, de explicações. As palavras se esvaziam!   

Silenciar-se não significa isolamento ou tirar os outros do horizonte. Talvez seja o contrário: confessar que a casa que se chama mundo é casa compartilhada. Não é propriedade privada de ninguém porque existe antes, é dom. Retirar-se dos palcos, das pretensões centralizadoras é colher a herança que se é como criaturas. Ninguém inaugura algo totalmente novo, a partir de um ponto zero. A atitude mais nobre será a gratidão e a memória agradecida por reconhecer nas conquistas o mistério escondido que sustenta a vida. Tal movimento possibilita a escuta e o encontro com aqueles que cruzam as estradas da vida. O silêncio ajuda a cultivar a escuta daquilo que é diferença. Que não coincide com as especulações ou preferências particulares. Abre o coração para o plural da vida e torna o"escutador" mais dócil ao aprendizado e mais humilde em relação às suas verdades. Acolhe mais o outro.

Resgatar o silêncio acolhedor é caminho que abre horizontes de fé. Sabendo-se precário em sua existência e não se encontrando como fundamento próprio, o humano suplica por um Senhor. Na experiência cristã o Senhor é aquele mesmo que se esvaziou, ganhando as feições frágeis dos humanos. É próximo e amigo. Também vive o encontro com a morte em sua feição tão trágica. Silêncio amoroso da cruz, transformado em Páscoa. A experiência espiritual da quaresma ensina, pois, a reconhecer o caminho da cruz de Jesus como lugar de redenção. Do silêncio maior, brota a palavra criadora de Deus.Como conseqüência, o ser humano aprende que mesmo no caos da morte é possível confiar e esperar. É da cruz de cada dia, lugar da solidão e do deserto, que também pode brotar o grito de fé: salva-nos, Senhor! Um grito que se torna maior do que qualquer palavra. Explode como entrega confiante e operante capaz de caminhos novos de ressurreição e vida.  

Autor: Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.

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Campanha da Fraternidade de 2010

by nadia 12. February 2010 06:50


 (Cartaz da Campanha da Fraternidade de 2010)
 
Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Campanha da Fraternidade (CF) uma atividade ampla de evangelização, iniciada no tempo da quaresma, para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade, em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico e que exige de todos uma solução.

proposta da Campanha este ano é incentivar reflexões e estudos acerca do tema “Economia e vida” edo lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24c).

 

 

Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2010

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida. 
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas. 

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida. 
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

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Artigo de Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

by nadia 12. February 2010 06:26

A caminho da Páscoa 

QUI, 11 DE FEVEREIRO DE 2010 14:06 CNBB

Na próxima semana entraremos no tempo da Quaresma – sempre é único e especial esse momento da liturgia. Necessitamos de um espaço para olhar a nossa vida e buscar acolher a graça de Deus que nos convida a sermos novos. A oração, penitência, jejum, esmola, lectio divina, confissão sacramental, reflexões, confissões, fazem parte deste tempo, juntamente com uma sobriedade na liturgia (sem o hino do Glória, a aclamação do Aleluia, as flores e sem solenizar demais as celebrações), procurando concentrar naquilo que é essencial em nossas vidas.

Todos nós necessitamos de um tempo de reflexão e mudança. Durante o ano tantas situações vão se sucedendo e colocando-nos muitas vezes fora do caminho do Senhor. Os 40 dias que tornam presentes os dias de Jesus no deserto, e também os anos do povode Deus na caminhada do Êxodo, saindo das escravidões para a vida nova, passando pelo Mar Vermelho e celebrando a aliança com Deus, nos recordam que é tempo de renovar nossa vida batismal e nossa aliança com o Senhor. Para isso há este tempo de contrição que deve conduzir-nos a uma nova vida – eis que tudo passou e se fez novo, queremos cantar e anunciar!

É também um tempo de especial preparação para a grande festa da Páscoa. A Santa Igreja celebra todos os anos os mesmos tempos e festas previstos no seu Ano Litúrgico para atualizar a salvação, fazendo-a crescer sempre mais nos corações. Neste ano a celebração do tempo quaresmal deve trazer novidades para o incremento da vida cristã, a fim de que a celebração pascal produza abundantes frutos em nossa existência individual e comunitária. Deus é quem possibilita que sejamos sempre mais. A cada ano, o Amor divino quer nos atrair para mais perto de si. A vida humana e cristã é essencialmente dinâmica porque Deus, nosso Criador e Salvador, é a força que nos impulsiona e nos estimula a crescer cada vez mais. Nossa caminhada não pode parar enquanto não repousarmos plenamente em Deus.

A Quaresma quer ser para nós um tempo especial, um tempo de verdadeira graça e conversão. O importante é que não deixemos que este tempo favorável passe em vão. Lembremo-nos de que neste mundo tudo muda. Se não mudarmos para melhor, se não avançarmos, começamos a regredir, porque nada sob o tempo permanece imutável. O período quaresmal quer ser, então, um tempo especial de mudança para melhor. Muitos são os exercícios de piedade que podemos fazer durante o tempo quaresmal. Avia-sacra é um deles. A meditação do caminho sagrado percorrido por Jesus é apta a despertar em nós o amor que levou o Filho de Deus a entregar-se ao Pai e aos homens. Mas há muitas outras formas de viver bem a Quaresma. Devemos aprender a orientar nossos desejos. A Igreja sempre recomendou a penitência e o jejum como meio de educação da vontade e das paixões. Uma vontade firme e bem decidida é capaz de realizar maravilhas, com a ajuda, indispensável e fundamental da graça de Deus. O homem que não orienta bem as suas paixões acaba tornando-se escravo delas. Muito pode ajudar-nos nessa tarefa de educação da vontade e orientação das paixões a frequência ao sacramento da penitência ou da confissão. Nesse sacramento acontece um verdadeiro diálogo de salvação, através do qual Deus nos liberta do peso das faltas e nos dá novo vigor ao espírito. Que a penitência, da qual o bom cristão não pode descuidar, seja uma marca de nossa caminhada quaresmal.

Jamais podemos nos esquecer da vida de oração. A oração é comunhão com Deus, é intimidade com Ele, é fonte de bênçãos incontáveis. Jesus é o grande mestre e modelo de vida orante. A Escritura nos diz que o Salvador passava noites inteiras em oração. Na Quaresma podemos intensificar nossa vida de oração e de comunhão com Deus. Devemos saberque nossa oração deve ser orientada por tudo aquilo que Jesus nos revelou. Uma oração bem feita nunca deixa de lado a Palavra de Deus, que é constante mente explicada e atualizada pelos ensinamentos da Igreja. Deus nos amou por primeiro. Ele nos falou por Jesus Cristo. A oração é resposta ao amor e à Palavra de Deus.

O mandamento do Amor deve ser a grande luz a iluminar-nos o caminho quaresmal. Nós amamos porque, antes, fomos amados por Deus. O nosso amor cristão é sempre uma expressão do amor que recebemos da Trindade Santíssima.

Durante a Quaresma, há uma boa maneira de nos ajudar a descobrir a necessidade de conversão. AIgreja Católica no Brasil celebra a Campanha da Fraternidade a fim de estimular práticas bem concretas de amor ao próximo e de mudança de mentalidade. Este ano a Campanha foi elaborada pelo Conic. As CFs sempre foram ecumênicas e dirigidas a toda a sociedade, e agora versa sobre a economia. O tema figura assim: Economia e vida; e o lema: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24c). O objetivo é o seguinte: Unir Igrejas cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e paz”. De fato, o mundo da economia não pode ser regido somente pela sede de lucros. Uma quota de gratuidade deve sempre existir como expressão de reconhecimento da dignidade de cada pessoa. Uma economia que tem em vista o lucro a qualquer custo só pode gerar exclusões e misérias, e, como tal, não é digna do homem. A economia deve existir para o bem do homem, não ocontrário. As nossas reuniões de grupo, de comunidades, círculos bíblicos,juntamente com as reflexões litúrgicas, irão aprofundar esse tema importante e necessário. No domingo de Ramos iremos entregar em nossas comunidades o dinheiro fruto de nossas penitências quaresmais para a Campanha da Solidariedade, que o utilizará para projetos sociais na Arquidiocese e na Igreja do Brasil.

Com a Quarta-feirade Cinzas entramos neste tempo, reconhecendo que somos pecadores necessitados de conversão. Infelizmente, a nossa sociedade não se preocupa em guardar o tempo quaresmal, mas cabe a nós, católicos, fazê-lo de tal forma que seja realmente vivenciado e propício para a renovação de nossas vidas.

Por fim, o meu desejo, que agora expresso de todo o coração, é que esta Quaresma nos prepare, de fato, para celebrar dignamente a Páscoa do Senhor. Nada como romper o Aleluia pascal com o coração purificado, a mente elevada a Deus e o olhar direcionado ao irmão. Que a vitória do Ressuscitado sobre o pecado e a morte seja também a nossa vitória!

Dom Orani João Tempesta,O. Cist.

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Noviciado de 2010 e profissão religiosa

by nadia 9. February 2010 05:09

 

No dia 23 em Tietê, SP aconteceu, solenemente, na missa das 19h, a abertura do Noviciado. São 10 noviços: 4 da Província de São Paulo; 3 da Província do Rio; 1 da Província de Porto Alegre; 1 da Província de Curitiba e 1 da Província do Paraguai.

 

A celebração foi presidida Pe. Luis Carlos (Provincial de São Paulo) e muitos outros concelebrantes. Após a celebração ouve um momento de confraternização, saboreando deliciosas pizzas preparada pelo Pe.Ulysses, Mestre do Noviciado. Deus seja louvado!

 

Representaram a Província do Rio, Pe.s Mauro e Paulo Roberto.

 


 

 

 




















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