Meu nome é EDSON ALVES DA COSTA. Nasci em 17/02/1976 em Itabira-MG. No ano de 1999 entrei para a CV Santo Afonso, em Juiz de Fora. Nessa mesma cidade fiz o Ensino Médio e o curso de Filosofia. Em 2006, junto com o Fr. Ricardo, fiz o Noviciado em Campina Grande, na Paraíba. Juntos, também, fizemos nossa Profissão Religiosa no dia 06/01/2007.A partir deste ano comecei o curso de Teologia na FAJE (Faculdade Jesuíta).
O NOSSA FAMÍLIA fez-me esta pergunta: Para você o que é ser um redentorista nos dias atuais?
Penso que é continuar acreditando e buscando responder ao projeto abraçado por Santo Afonso. ao deparar-se com os"cabreiros" de Scala. É ser anunciador e testemunha da Copiosa Redenção em nossa atualidade, descobrindo, cotidianamente, a beleza e a seriedade da audácia missionária, que pede e impulsiona a ir além das fronteiras pessoais e sociais, como fez São Clemente Hofbauer, santo que celebramos este mês
Acredito ser também um desafio. Supõe constante aprendizado e interesse para nos dias de nosso agora, gastar a vida, comprometendo-se e fazendo-se fiel, em meio a tantos acontecimentos passageiros que assolam nossa juventude e nossa sociedade. Ser um redentorista, nos dias atuais, é também graça alcançada juntamente com os confrades. É motivação para não intimidar-se e descobrir a possibilidade de uma vida que pode ser"livre e fiel em Cristo", como nos ensinou B. Haring.
Por fim, é querer ser constantemente aprendiz, para que de modo novo, forte, alegre e perseverante, a Redenção seja anunciada e vivida por todos na certeza de que a "Esperança não decepciona" (Rm 5, 5).

Não há uma só possibilidade na vida
Eu, RICARDO ALEXANDRE FERREIRA, nasci há 26 anos em Três Rios, RJ, sendo o mais novo entre três irmãos. Ingressei na formação redentorista no ano de 2001, na CV Santo Afonso, em Juiz de Fora, e concluí a Teologia ano passado, morando na Comunidade Dom Muniz.
Nesses nove anos de formação, recebi da Congregação não somente conteúdos intelectuais e religiosos, como também a chance de percorrer um caminho de crescimento humano e cristão. Por isso mesmo, ao invés de falar porque um jovem deveria fazer o acompanhamento vocacional, prefiro dizer que é possível fazer uma caminhada de desenvolvimento pessoal nessa rica e bonita experiência que é o acompanhamento vocacional redentorista.
Basta ver que tantos outros jovens puderam conhecer e saborear da graça de Deus a partir desse passo que marcou e ainda marca suas vidas. O mais importante para que esse caminho seja bem vivido, no entanto, passa pela disposição e o desejo pessoal de mergulhar no próprio desejo e ter o coração aberto às novidades que Deus coloca diante de cada um
Fazer um acompanhamento vocacional supõe capacidade de compreender que há diversas possibilidades para nossa realização pessoal, uma vez que não é bom nem recomendável que num processo como esse tenhamos a idéia equivocada de que existe uma só possibilidade de vida. Muito pelo contrário, o chamado aqui é para alargar os horizontes de forma que aquilo que descobrimos seja como o "tesouro no campo" pelo qual deixamos tudo mais. Como bem disse uma vez dom Paulo Evaristo Arns "todos temos ao menos umas doze vocações. O mais importante é descobrir qual delas nos fala mais alto, e utilizar as demais para que a 'principal' seja ainda melhor desenvolvida". É isso que o acompanhamento vocacional redentorista procura ser: um instrumento pelo qual possamos perceber qual de nossas tantas vocações nos fala mais alto e se essa vocação passa pela possibilidade de nos doar à causa de Jesus Cristo, o Redentor.
Fonte: Informativo Nossa Famíliada Paróquia São José – Centro- Belo Horizonte. Ano VI. Nº 88 – Março de 2010.