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DOIS JOVENS REDENTORISTAS ENTRE NÓS

by nadia 15. March 2010 08:29

 

Nossa Comunidade de São José (BH) acolheu, agora em feve­reiro, dois redentoristas que concluíram o Curso deTeologia, quando residiam na Comunida­de Vocacional (CV) Dom Muniz, no bairro Planalto. São eles os Fratres (como são chamados os redentoristas que professamos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência, após o Noviciado) Edsone Ricardo.

 

 
Ir além das fronteiras pessoais e sociais 

Meu nome é EDSON AL­VES DA COSTA. Nasci em 17/02/1976 em Itabira-MG. No ano de 1999 entrei para a CV Santo Afonso,  em Juiz de Fora. Nessa mesma cidade fiz o Ensino Médio e o curso de Filosofia. Em 2006, junto com o Fr. Ricardo, fiz o Noviciado em Campina Grande, na Para­íba. Juntos, também, fizemos nossa Profissão Religiosa no dia 06/01/2007.A partir deste ano comecei o curso de Teologia na FAJE (Faculdade Jesuíta).

O NOSSA FAMÍLIA fez-me esta pergunta: Para você o que é ser um redentorista nos dias atuais?

 

Penso que é continuar acre­ditando e buscando responder ao projeto abraçado por Santo Afonso. ao deparar-se com os"cabreiros" de Scala. É ser anun­ciador e testemunha da Copiosa Redenção em nossa atualidade, descobrindo, cotidianamente, a beleza e a seriedade da audácia missionária, que pede e impul­siona a ir além das fronteiras pessoais e sociais, como fez São Clemente Hofbauer, santo que celebramos este mês

Acredito ser também um desafio. Supõe constante aprendizado e interesse para nos dias de nosso agora, gas­tar a vida, comprometendo-se e fazendo-se fiel, em meio a tantos acontecimentos pas­sageiros que assolam nossa juventude e nossa sociedade. Ser um redentorista, nos dias atuais, é também graça al­cançada juntamente com os confrades. É motivação para não intimidar-se e descobrir a possibilidade de uma vida que pode ser"livre e fiel em Cristo", como nos ensinou B. Haring.

 Por fim, é querer ser cons­tantemente aprendiz, para que de modo novo, forte, alegre e perseverante, a Redenção seja anunciada e vivida por todos na certeza de que a "Esperan­ça não decepciona" (Rm 5, 5).

 

Não há uma possibilidade na vida 

Eu, RICARDO ALEXAN­DRE FERREIRA, nasci há 26 anos em Três Rios, RJ, sendo o mais novo entre três irmãos. In­gressei na formação redentorista no ano de 2001, na CV Santo Afonso, em Juiz de Fora, e concluí a Teologia ano passado, moran­do na Comunidade Dom Muniz.

 

Nesses nove anos de for­mação, recebi da Congrega­ção não somente conteúdos intelectuais e religiosos, como também a chance de percorrer um caminho de crescimento humano e cristão. Por isso mesmo, ao invés de falar por­que um jovem deveria fazer o acompanhamento vocacional, prefiro dizer que é possível fazer uma caminhada de de­senvolvimento pessoal nessa rica e bonita experiência que é o acompanhamento vocacional redentorista.

Basta ver que tantos outros jovens puderam conhecer e saborear da graça de Deus a partir desse passo que marcou e ainda marca suas vidas. O mais importante para que esse caminho seja bem vivido, no en­tanto, passa pela disposição e o desejo pessoal de mergulhar no próprio desejo e ter o coração aberto às novidades que Deus coloca diante de cada um

Fazer um acompanhamento vocacional supõe capacidade de compreender que há diversas possibilidades para nossa re­alização pessoal, uma vez que não é bom nem recomendável que num processo como esse tenhamos a idéia equivocada de que existe uma só possibilidade de vida. Muito pelo contrário, o chamado aqui é para alargar os horizontes de forma que aquilo que descobrimos seja como o "tesouro no campo" pelo qual deixamos tudo mais. Como bem disse uma vez dom Paulo Evaristo Arns "todos temos ao menos umas doze vocações. O mais importante é descobrir qual delas nos fala mais alto, e utilizar as demais para que a 'principal' seja ainda melhor desenvolvida". É isso que o acompanhamento vocacional redentorista procura ser: um instrumento pelo qual possamos perceber qual de nossas tantas vocações nos fala mais alto e se essa vocação passa pela possibilidade de nos doar à causa de Jesus Cristo, o Redentor.

 

Fonte: Informativo Nossa Famíliada Paróquia São José – Centro- Belo Horizonte. Ano VI. Nº 88 – Março de 2010.  

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