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VIVA SANTO AFONSO!

by nadia 30. July 2010 12:01

Festa do nosso Fundador, Santo Afonso

 

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.

Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.

Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.

O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.

Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".

Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.

Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral"; "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento"; além do "Tratado sobre a oração".

Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.
 

Temos muito o refletir sobre Afonso. Ainda teremos esta oportunidade. É linda a sua história. Como padre ele tem um carinho especial por aquelas pessoas mais simples, humildes que não conheciam a Jesus Cristo. No tempo de Afonso, muitos dos padres estavam voltados mais para as pessoas nobres; mas Afonso fazia exatamente o contrario. Amava a Jesus através dos pobres. Por isso, funda um grupo na Igreja, com a missão de evangelizar, de pregar as Santas Missões ao povo mais pobre e abandonado.

 

 Veja, agora, o que Santo Afonso diz como deve ser um verdadeiro Missionário Redentorista:

 “Aquele que é chamado à Congregação do Santíssimo Redentor, nunca será um verdadeiro continuador de Jesus Cristo, nem se tornará santo, se não realizar o fim de sua vocação e não estiver imbuído do espírito do Instituto, que é o de salvar as almas, e as almas mais destituídas de socorros espirituais, como são as pessoas pobres da roça...”. 

Santo Afonso dá muita importância à oração de contemplação: vivência pessoal e profunda do mistério total de Cristo: Encarnação, Paixão, Eucaristia.  

Afonso diz que a escolha da VOCAÇÃO é a roda-mestra da vida; está ligada à nossa opção fundamental de vida e encontra sua âncora se­gura em Deus.

A vocação deve ser traduzida, no dom de cada dia, no uni­verso da compaixão, no ser com o outro.  Na vida de Afonso, salienta-se a uniformi­dade com a vontade de Deus.

Ele realizava em si aquilo que era o Redentor: aberto à vontade do Pai, que era a vida, e disposto a não perder nenhum daqueles que lhe tinham sido dados (Jo 6,39).  

A vocação, a vida de Afonso foi total doação às pessoas, especialmente os mais destituídos de vida. Afonso coloca como pedra fundamental de seu edifício espiritual o desapego, pois so­mente no desapego de si e de todas as coisas é possível realizar a vontade de Deus.  Na oração, encontrou a fonte para permane­cer firme, sólido. Afonso diz que a oração é ânco­ra para os flutuantes... . É o meio de se alcançar a salvação.

Ele era todo oração. Rezou, ensinou a rezar, insistiu que se rezasse, sobretudo dei­xando nas igrejas o método de oração mental, meditação.

A oração é que alimenta a unifor­midade com a vontade de Deus e dá sentido a nossa escolha de vida, nossa vocação, livres e fiéis em Cristo. 

 

 ORAÇÃO DE SANTO AFONSO 

Jesus Cristo, nosso único tesouro! 

Senhor, apareces ante nossos olhos como crianças numa manjedoura,

como trabalhador numa carpintaria,Como réu sobre o leito de cruz,

como pão e vinho sobre a mesa do altar. 

Dizes para mim, Senhor, que mais podias inventar para Te fazeres amado?

E eu, quando começarei a corresponder a tantas finezas de tua bondade salvadora?

Senhor, não quero viver senão para querer-Te.

 De que me vale a vida e de que me serve ganhar o mundo todo se perco essa oportunidade de amar-Te?

Que poderei amar fora de Ti, amado Redentor,

Tu que entregaste a vida por mim? 

Quero viver somente para corresponder a teu amor.

Quando eu ouvir falar em presépio, Cruz, Eucaristia

Que teu Espírito Vivificador suscite em meu coração um imenso desejo de fazer grandes coisas por TI. 

AMÉM

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PROFISSÃO RELIGIOSA PERPÉTUA

by nadia 30. July 2010 08:28

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Vocação Fraterna e Missionária

by nadia 30. July 2010 08:11

 

 

Vocação Fraterna e Missionária

 

Irmão Raoni Urbano Neto, C.Ss.R.

 “Quero ser fiel a Deus respondendo a vocação, quero ser junto do povo o irmão entre os irmãos”. 

Quando era adolescente, muitas vezes discutia e programava com amigos sobre a vontade que tínhamos de mudar o mundo, de melhorar a situação da Igreja. Estava presente e engajado na Pastoral da Juventude, em Vila Velha, periferia de Vitória, ES. Muitos foram os bons momentos de convivência e trabalho com estes meus amigos de comunidade.

 

Um dia, após um encontro do grupo, o pároco me fez o convite e a provocação para fazer o acompanhamento vocacional. E fui participando dos encontros vocacionais franciscanos. Na mesma época me deram um panfleto vocacional redentorista, e escrevi. A forma atenciosa e o convite para ir a Juiz de Fora participar dos Encontros, e o promotor vocacional com seu jeito amigo, me cativaram. E ingressei na Comunidade Vocacional Santo Afonso no ano 2000, em Juiz de Fora.

 

Os primeiros tempos na comunidade vocacional foram de muito proveito, alimentando-me com a espiritualidade principalmente de São Geraldo. Sentia em mim a vocação religiosa, tinha presente na minha história o testemunho dos franciscanos. A biografia e a espiritualidade de Geraldo Majela iluminaram meu discernimento. Ser Missionário Redentorista Irmão torna-se meu projeto.

 

Fui seguindo as etapas formativas, enfrentando os desafios com sinceridade e coração aberto. A vida comunitária nos interpela a crescermos na caridade e na paciência, enquanto que nossa pessoa necessita sempre da conversão e da oração para não perder-se em meio aos tantos compromissos e atividades que todo formando assume. Vejo-me como um vocacionado perseverante e que busca intensidade nas atividades diárias. Não sou de “ficar parado”. Os cursos que fiz, de Filosofia e Gestão Pastoral, foram muito proveitosos. Aprofundei em assuntos que vi serem importantes na vida missionária.

 

Santo Afonso, santo e músico, me cativou muito desde o primeiro ano de formação. Desde criança tenho um violão “na sacola”, dando cor aos meus dias com a música. Ela é expressão de comunhão e religiosidade, fazendo com que eu investisse neste dom que Deus me deu. Tenho projetos e anseios junto ao povo com a música.

 

Fui transferido para a Comunidade Missionária de Cariacica, ES. Estou feliz, com o coração pulsando forte. Sou irmão, estou em comunidade com mais três confrade presbíteros para somar, e quero ser irmão junto ao povo simples dessa região, no sentido profundo que a palavra possui, remetendo à fraternidade de Jesus Cristo, pois “nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amais uns aos outros” (Jo 13,35).

 

Mudar o mundo e buscarmos a Igreja que é prefiguração do Reino acontece aqui e agora. Com nossos defeitos e qualidades, somos sustentados pela graça de Deus para proclamar a Copiosa Redenção aos empobrecidos e marginalizados. E, acima de tudo, busquemos a caridade fraterna com todos: em nosso dia-a-dia, com os amigos, familiares, pois, como diz São Paulo, ela é o “vínculo da perfeição”.

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O conceito de amizade na espiritualidade cristã

by nadia 29. July 2010 08:42

  

Amizade que nasce de Deus Uno-Trino.

A amizade entre os homens possui um fundamento transcendente. Deus é, em si mesmo, amizade, porque n’Ele há três distintas pessoas que vivem em perfeita comunhão. Desde toda a eternidade, Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Os três subsistem numa eterna relação de amor-amizade. Segundo Santo Agostinho, em Deus há o Amante, o amado e o amor.

Deus-Pai é o amante. Jesus-Filho, o amado. O amor é o Espírito Santo, comunhão de amor entre o Pai e o Filho. Ao se autocomunicar aos homens, Deus o faz trinitariamente.

No AT, Deus inicia sua autocomunicação fazendo uma promessa a Abraão e uma aliança com todo o povo que libertara do Egito através de Moisés. Deus constituiu um povo com o qual estabeleceu verdadeira aliança de amizade, de tal modo que ele se tornou o Deus de Israel. No NT, através da entrega de Jesus, Deus comunicou plenamente o seu mistério. Só através de Jesus sabemos que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

Deus-Pai quer ser amigo dos homens, mas quer que tal amizade se realize no mistério do Filho. Deus se dá a nós através do seu Filho Jesus. O Pai se entrega ao Filho e nos entrega o Filho. O Filho se entrega ao Pai por nós e se entrega a nós. Tal entrega acontece no Espírito Santo, Espírito que nos é entregue pelo Pai e pelo Filho. O Pai e o Filho se entregam a nós no Espírito. O Espírito não é o amigo dos homens, mas a causa imediata da amizade dos homens com Cristo. O Espírito nos faz ser amigos de Jesus. Ele não é, portanto, o amigo, mas a própria amizade. Estando em comunhão com Cristo por graça do Espírito, somos filhos e amigos do Pai. A categoria amizade explicita o cristianismo, cujo fundamento é o amor-caridade.


Mais do que servos: amigos!

Jesus, o Filho no qual o Pai fez amizade com os homens, durante a sua existência histórica, mostrou-se verdadeiramente amigo de todos. Anunciou o Reino do Pai, cujo epicentro se encontra na amizade fraterna. Ele quis que os homens se tornassem amigos de Deus-Pai e amigos uns dos outros. Aproximou-se daqueles que não tinham amigos e viviam à margem da sociedade. A ninguém Jesus exclui do seu círculo de amizade. Ao contrário, prostitutas e cobradores de impostos se tornam seus amigos, seduzidos pela beleza de suas palavras, por sua bondade e misericórdia.

Jesus define sua missão como amizade. “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi do meu Pai” (Jo 15,15). Ele assume a condição humana para se tornar o grande amigo dos homens. Seus discípulos não são servos, mas amigos, o que revela profunda intimidade afetiva. E o amigo Jesus não abandona, permanece sempre fiel aos que lhe são fiéis. “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo 15,4).


A vivência do amor: centro da mensagem cristã

Ao compreendermos o cristianismo como amizade, constamos que o cristão, por ser amigo de Jesus, torna-se amigo de todos. O próprio Jesus deixa-lhe esta missão. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando” (Jo 15,12-14). O mandamento do amor, que é o legado de Jesus aos discípulos no Evangelho de João, não se traduz numa assistência fria e indiferente aos outros. O amor, que caracteriza a vida cristã, vive-se num verdadeiro clima de amizade, o que exige real envolvimento com os dramas e angústias do que estão à nossa volta.

Quando chegamos a ser amigos, nossa atitude reflete o amor-amizade de Deus em nós. Toda verdadeira amizade que há no mundo, mesmo fora dos muros do cristianismo, é vestígio da presença real de Deus-amigo na história. O “vejam como eles se amam” fez muito mais para a difusão do cristianismo do que toda teologia e todos os documentos que foram escritos ao longo dos séculos. O que mais atrai na vida dos santos não são seus feitos grandiosos, mas sua amizade-solidariedade com os outros, mormente com os mais abandonados e desprezados.


Especiais amigos

Enquanto cristãos, somos amigos de todos. Mas o que dizer dos amigos mais próximos, daqueles que se tornam nossos amigos de uma maneira especial? Evidentemente, podemos ter amigos íntimos, pessoas com as quais compartilhamos nossos sentimentos e angústias mais profundos. Pessoas a quem revelamos nossos segredos.

Por um lado, somos amigos de todos, por outro, apenas de alguns com quem temos mais afinidades, criadas pelas circunstâncias da vida ou por identificações afetivas. Que dizer dessas amizades? São também uma graça de Deus. O próprio Jesus, que se fez amigos de todos, parece ter sido mais próximo de alguns. João tornou-se conhecido como o discípulo amado. “Jesus ficou perturbado em seu espírito e declarou abertamente: ‘Em verdade, em verdade vos digo, um de vós há de me trair!’ Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saber de quem falava. Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus” (Jo 13,21-23). Este “a quem Jesus amava” designa, talvez, certa proximidade de Jesus com João.

João relata, ainda, a especial amizade que Jesus nutria por Maria, Marta e Lázaro, os irmãos de Betânia. Quando Lázaro veio a falecer, suas irmãs mandaram um recado para Jesus. “Senhor, aquele que amas está enfermo” (Jo 11,3). O evangelista constata: “Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro” (Jo 11,5). Mostra-se surpreende a emoção que Jesus demonstra ao se encontrar com suas amigas. “Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E sob o impulso de profunda emoção” (Jo 11,33). E mais, antes de ressuscitar Lázaro, afirma João que “Jesus pôs-se a chorar” (Jo 11,34).

O episódio revela que Jesus, amigo verdadeiro de todos, tornou-se amigo de alguns em especial, o que é compreensível, porque o homem-Jesus possuía uma psicologia humana e afetos humanos e era capaz de construir relações profundas. Ele amou a todos, mas de modos diferentes. O mesmo se observa na vida dos santos, amigos de todos, viveram grandes amizades. Francisco de Assis e Clara, Teresa e João da Cruz, Francisco de Sales e Joana de Chantal.

Em nossa existência cristã, ainda que chamados a cultivar uma amizade com todos, temos amigos especiais. Pessoas mais próximas, que nos acolhem em qualquer situação. Sempre dispostas a nos ouvir em profundidade, sem preconceitos ou julgamentos moralizantes. Suas palavras nos iluminam. Querem sempre o nosso bem. É uma grande graça encontrar pessoas assim. Tais amigos não nos impedem de viver a amizade com todos a qual somos chamados. Ao contrário, porque nos amam, nos fazem capazes de amar ainda mais os outros, até mesmo aqueles que temos dificuldade de amar. Seu amor nos sustenta e encoraja.


Amigos: remédio para a alma

A sabedoria popular cunhou um ditado para expressar esta amizade. “Se conhece o amigo certo nas horas incertas”. Reza ainda o ditado latino: “Amicus vitae medicamentum est” (O amigo é o remédio da vida). E canta Roberto Carlos: “Não preciso nem dizer, tudo isto que eu lhe digo, mas é muito bom saber, que você é meu amigo”. A sabedoria popular encontra eco na própria Sagrada Escritura, que propõe critérios para o discernimento da verdadeira amizade. Vejamos o Eclesiástico: “Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil. Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa, pois há amigo em certas horas que o deixará de ser no dia da aflição” (Eclo 6,6-8).

A aflição emerge como a prova da amizade. O que abandona na dificuldade não é amigo. Já o amigo fiel revela-se um tesouro inestimável, superior ao ouro e à prata. “Um amigo fiel é uma poderosa proteção, quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade, quem teme o Senhor, achará este amigo” (Eclo 6,14-16).

Que o Senhor nos conceda a graça de sermos, antes de tudo, seus amigos e amigos de todos os nossos irmãos, mas também a graça da amizade sincera de alguns poucos.

 Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.Ss.R.
Nossa Família / Julho de 2010

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Aniversário Padre Mauro

by nadia 27. July 2010 11:58

Hoje, dia 27 de julho, padre Mauro celebra mais um ano de vida!

Rezemos, para que ele continue  servindo ao Senhor com alegria. Amém! 

Viva! Viva!

 

Fotos da Celebração Eucaristica e do momento de cantar os parabéns:

 

 

 

 

 

 

 

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Santíssimo Redentor

by nadia 16. July 2010 06:22

 


 

Terceiro domingo de julho, dia solene para os Redentoristas. Celebrar o Santíssimo Redentor, titular da Congregação, é mergulhar na fonte mais límpida da espiritualidade afonsiana. Jesus é o Redentor, pois inaugura, em sua história, a esperança pascal. Levando às últimas consequências o mandamento do amor, Ele constrói um caminho de libertação integral do ser humano. Amor encarnado, expressa com plenitude a graça da comunhão trinitária. É por isso que o cristão confessa que a caridade salva a raça humana ao possibilitar-lhe a travessia das sombras do fechamento ao encontro com Deus e o próximo.

 

Nas mais de cem obras escritas por SantoAfonso, “A Prática de Amar a Jesus Cristo” está entre as principais. Num primeiro momento, ele mostra a grandeza do amor de Deus tão visível em todas as obras criadas e plenamente manifestado na pessoa de Jesus. Amor sem reservas; puro dom que faz viver. Em seguida, há um convite, um incentivo ao coração humano para que corresponda com amor ao AMOR. É a caridade cotidiana que atualiza os dons celestes. Vale ler esse livro porque retrata bem o caminho do santo, ou seja, é impossível trilhar as veredas da santidade sem se sentir profundamente amado pelo Redentor e impelido a amar os irmãos.

 

Em tempos atuais, onde se busca um Cristo muitas vezes virtual e fantasioso, a espiritualidade Redentorista tem a missão de ensinar que a práxis – feita de atitudes concretas – é o lugar da salvação. De outra forma, a árvore que não dá frutos deve ser cortada. Seguir o Redentor é assumir as cruzes, desfazendo os medos que inibem a caminhada.

 

Assim, a identidade do missionário, como também ensina Santo Afonso, é testemunhar o rosto apaixonado de Deus, em Cristo, pelos humanos.  Movimento que é prática cotidiana, certamente recriado em novas posturas principalmente onde o sofrimento impera. Que tal lucidez nunca falte na vida daqueles que carregam o nome de REDENTORISTAS.

 

Pe.Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.

Superior Provincial

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Congresso dos Formadores Redentoristas.

by nadia 14. July 2010 06:39

 

Esta acontecendo, em Goiânia, a Escola Internacional de Formadores Redentoristas.

 

Inciamos no dia 11 de julho com a missa de Abertura no Santuáriodo Pai Eterno, às 17h30, transmitida pela Rede Vida. A missa foi presidida pelo Pe. Fábio, Provincial de Goiás, e concelebrada por diversos outros presbíteros redentoristas e, claro, contando com presença dos Irmãos Redentoristas. Após a Missa fomos jantar no Convento Santo Afonso, saboreamos um delicioso churrasco. 

 

Estamos realizando o curso na casa das Irmãs Franciscanas. Casa boa e muito acolhedora. 
A Escola é intensa e o tempo é curto, são palestras realizadas pela manhã, tarde e a noite com momentos também de grupos de partilha.

 

Esta sendo muito enriquecedor e provocativo. P.es Ulisses(Provincia de S. Paulo) e Luis Robalho estão sendo nossos palestrantes nesses primeiros dias dessa semana. Ele, Pe. Luis,  é o representante do Governo Geral da CSSR e o responsável pelo Secretariado de Formação da CSSR. Tudo isso, em vista de vislumbrar e qualificar mais a formação dos nossos futuros missionários redentoristas. Tempo de rever as etapas formativas numa perspectivas de reestruturação para a MISSAO-ESPIRITUALIDADE-VIDA COMUNITARIA. 


MISSIONÁRIOS REDENTORISTAS, SEMEADORES DE ESPERANÇA! 

 

Rezem por nós, Irmãos e Irmãs internautas. 

Abraço amigo, Pe. Mauro

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A bonita vocação do Irmão Redentorista

by nadia 9. July 2010 05:48

 

Reflexão do Noviço Fagner sobre vocação e formação dos Irmãos

 

 

As duas semanas de estudos sobre a história da CSsR com o Ir. Maciel, C.Ss.R. (12 a16 e 26 a 30 de abril de 2010), levaram-me a refletir sobre o papel dos Redentoristas no Brasil. Suas dificuldades e vitórias. Percebi o quanto é importante saber a história, pois ela nos inspira muito, parece que as coisas se repetem, só muda de “cor”.

 

Uma das inspirações foi a possibilidadede voltar a termos irmãos com ofícios: professores, advogados, engenheiros,médicos, psicólogos... O próprio Santo Afonso confiou aos Irmãos algumas atividades literárias, negócios... de acordo com a aptidão de cada um. Além disso, escreveu regras de aritmética para instruir alguns irmãos, contrariando assim as “idéias falcoianas” que proibiam os irmãos de ler e escrever, fazendo-os servos de padres.

 

Em 1857, Dom Viçoso, na época bispo de Mariana – MG, pediu aos Redentoristas que envie missionários ao Brasil e especifica a necessidade de Irmãos com oficio: “Rogo e suplico-vos pois, que, movidos de piedade pelas minhas ovelhas, me envieis pelo menos seis sacerdotes e quatro irmãos coadjutores, e entre estes um que saiba o oficio de agricultor”(Mariana, 2 de Abril de 1857).  Na época as famílias necessitavam aprender a cultivar a terra. Irmãos agricultores seriam muito úteis para ajudar essas famílias a colocarem alimento dentro de casa. Esses tipos de conhecimentos fizeram com que as pessoas acorressem às casas Redentoristas em busca de ajuda. Era uma boa oportunidade para também evangelizar, além de ganhar o respeito e o carinho do povo. “A parte, o que exige de um irmão aqui, é inacreditável; cada irmão deveria conhecer todos os ofícios para trabalhar na horta, no campo, na casa e outros afazeres e em cada um deles ser um mestre, conforme a opinião do povo.” Esse é um trecho da carta do Pe. João Mata Spaeth descrevendo a realidade de Goiás ao provincial Pe. Antônio Schoeff em 31 de janeiro de 1895 na cidade de Campininhas. Na mesma cidade, em 31 de janeiro de 1895 o padre Gebardo Wirggamann pediu ao provincial em carta: “Seria bom se viesse um irmão entalhador de imagens. Aqui não há crucifixos nas igrejas e nelas as imagens são feias.” Havia irmãos com grandes talentos, este era um grande auxilio na própria missão. Pois bonitas imagens fazem o povo rezar melhor, as belas imagens, pinturas, esculturas dentro das igrejas fazem o povo entrar no mistério, só pelo fato de contemplá-las. Era um bom recurso para um povo que em sua maioria era analfabeto. Percebemos então que a congregação tem duas pernas: Os padres e os Irmãos. Os Irmãos estão mais livres para ir ao encontro das necessidades do povo e da comunidade, com uma pastoral extraordinária.

 

É claro que não nos consagramos para fazer coisas e sim para amar a Deus e aos irmãos radicalmente. Mas acredito que os talentos que temos e que podemos cultivar, são para colocar em comum, e ajudar o povo, a congregação, a Igreja. A missão dos padres exige um estudo especifico, e uma pastoral especifica. Mas os Irmãos são mais livres, e podem multiplicar os talentos da congregação. Seria então muito interessante deixar com que os Irmãos e os candidatos optassem por um caminho que eles se sintam mais a vontade, onde achassem que seria mais realizados e mais felizes. “A cada um é dada a manifestação do espírito para a utilidade de todos” (1Cor 12, 7). Para que isso aconteça, acredito que a formação dos candidatos a Irmão, deveria ser um pouco diferente. O postulantado deveria ser separado. Enquanto os coristas estudariam filosofia, os candidatos a irmão estudariam a história da congregação e o papel do irmão nela. Assim ganhariam vínculo, sentiriam a importância de sua vocação, e sonhariam com projetos dentro da congregação. Juntamente com essa formação, fariam um discernimento de suas aptidões e desejos, para escolherem um caminho de formação profissional para realizá-la depois do noviciado. Além de trabalhos na formação humana e participação na pastoral local e nas missões populares.

 

  Outra realidade que está crescendo em nosso meio, são os missionários leigos, que fazem congregação conosco. Mas é visível o quanto nós temos que caminhar nessa parceria. Uma proposta a se pensar seria investir na formação profissional de leigos desejosos de participar da missão. Esta talvez seria uma maneira de apoiar essa nossa “perna” que ainda se encontra ferida, por causa de caminhos tomados no passado que sufocaram essa bonita vocação.

 

Todo tipo de trabalho realizado por um redentorista, seja do mais simples ao mais complexo, seja cuidando de uma horta ou seja pregando uma missão, tem o mesmo valor missionário. É como diz a constituição 35: “por esse motivo, na comunidade todos os confrades são fundamentalmente iguais, participam cada um a seu modo, pela co-responsabilidade, na vida e na realização da missão que professam.” Vemos esse mesmo espírito em 1Cor 12, 12: “Assim como o corpo é uma unidade e tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo” . Ninguém precisa se sentir menor ou maior pelo que faz. O importante é multiplicar os talentos que recebemos de Deus. Aliás quando estamos realizando aquilo que escolhemos por livre vontade, não temos motivos para ter inveja ou nos sentirmos menores do que os outros.

 

Como disse no inicio, essa reflexão surgiu do curso com o Irmão Maciel, mas também de algumas colocações que o Irmão Viveiros fez no curso ministrado por ele no inicio do ano. Já que estamos em tempos de reestruturação, que nos pede uma volta à origem, porque não repensar na vocação e na formação dos Irmãos?                       

 

Fagner Dalbem Mapa,

NoviçoRedentorista / Província do Rio

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