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Oração e testemunho

by nadia 30. April 2010 06:01

Oração e testemunho

QUI, 29 DE ABRIL DE 2010 09:10 CNBB

No último final de semana, celebramos o assim chamado “Domingodo Bom Pastor”, pois a cada ano, na riqueza da liturgia pascal, ouvimos uma parte do texto do capítulo décimo do Evangelho de São João, onde ele nos fala que Jesus é o Pastor que cuida de todas as suas ovelhas com o mesmo cuidado,sem se descuidar de nenhuma. É então uma oportunidade para que toda a Igreja Católica se una em suas preces em pedir ao Senhor da messe que envie mais operários, ou seja, é a Jornada mundial de oração pelas vocações.

Desde que foi intitulado este domingo em prol das orações pelas vocações, o Santo Padre envia sua mensagem a toda a Igreja. Neste recente domingo do “Bom Pastor” e também do 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Papa Bento XVI fez uma reflexão muito preciosa, a qual teve como tema: “O testemunho suscita vocações”.

Tivemos aqui no Rio de Janeiro a oportunidade de refletir sobre esse tema, com o auditório do Colégio de São Bento completamente lotado durante três dias, no Simpósio sobre o Ano Sacerdotal, promovido pela Faculdade São Bento. Também o Centro Dom Vital, em parceria com a PUC do Rio de Janeiro, promoveu uma mesa redonda sobre a Igreja ante os desafios do presente. São ocasiões em que, além das celebrações e orações pelas vocações, também a reflexão vem em auxílio para aprofundamento do tema sugerido para este ano pelo Papa Bento XVI.

Como seu texto, o nosso querido Papa quis mais uma vez reavivar a chama daqueles jovens que se sentem chamados por Deus e também quis suscitar para que todo o “orbe católico” continue a rezar pelas vocações, pois, apesar de existir os que não foram fiéis à sua missão, olhamos com gratidão para aqueles sacerdotes que são exemplos de entrega e que, com o seu testemunho e a sua maneira de conduzir o seu rebanho, são um “Alter Christus”.  Nesse sentido, o Papa nos diz:“desejo convidar todos aqueles que o Senhor chamou para trabalhar na sua vinha a renovarem a sua fidelidade de resposta, sobretudo neste Ano Sacerdotal que proclamei por ocasião dos 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’ Ars, modelo sempre atual de presbítero e pároco” (Mensagem de Bento XVIpelo 47º Dia de oração pelas Vocações).

Na vocação, é importante destacar a livre e gratuita iniciativa de Deus e também a responsabilidade da resposta daquele que se sente chamado, como a própria etimologia da palavra sugere. Se Deus chama, o que escuta o chamado, mesmo com anseios e aparentes incertezas, descobre que é bom fazer parte e ser um cooperador do “Ministério de Cristo”. Esse chamado, que supõe participação concreta em uma comunidade, é também abertura do coração ao chamado de Deus que pouco a pouco irá amadurecendo e esclarecendo. Temos exemplos do testemunho de tantos sacerdotes fiéis à sua missão, cujas vidas serviram para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas para o serviço do seu povo.  Quantas pessoas hoje, na sua infância, não tiveram exemplos belíssimos de consagrados que suscitaram passos importantes em sua vida cristã? Isto porque aquele padre era ou é para eles um sinal de seguidor do Senhor e também um bom pastor, basta recordar os padres recentemente beatificados.

Para ser um verdadeiro “pastor de almas”, o Papa Bento XVI nos apresenta três aspectos necessários e importantes para os sacerdotes e para aqueles que se sentem chamados à vocação sacerdotal e à vida consagrada: 1- A amizade a Cristo 2- O dom total de si mesmo 3- Viver em Comunhão.

Quanto ao primeiro ponto, que é a amizade com Cristo, o sacerdote deve se espelhar em Cristo como grande Homem-Orante que constantemente estava em intimidade com o Pai. O padre é aquele que, como São João, deposita a sua vida no lugar maior de intimidade, que é o Coração de Jesus. Dessa maneira, o sacerdote é chamado a ser um homem de Deus, que na sua intimidade com o Senhor e como bom pastor, leve também suas ovelhas a terem esta mesma experiência de oração e encontro com o Senhor. A oração, assim, é o primeiro testemunho que suscita as vocações. Oração esta tanto do sacerdote quanto da comunidade.

O segundo aspecto é o dom total de si mesmo, pois, a maior oferta a Deus é a própria vida, “Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a vida por nós e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos” (1Jo 3, 16). Com este convite somos chamados a fazer o que Cristo fez: “servir” e ser obediente ao Pai. Vemos esta atitude do“servir” e que Nosso Senhor nos deixou como exemplo na “última Ceia”, quando instituiu a “Eucaristia” e também fez o belo gesto do lava-pés, deixando assim para todos os seus seguidores que o bem maior é “servir a Deus e ao próximo”.

O terceiro aspecto é o de viver a comunhão profunda no amor: “é nisto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35). O padre é chamado a ser o homem da comunhão – “aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões ,perdoar as ofensas” (Mensagem de Bento XVI pelo 47º Dia Oração pelas Vocações).

Portanto, escutemos o apelo do Papa em rezar pelas Vocações e para que tenhamos inúmeros e santos sacerdotes, pois sabemos quão importante é a vocação sacerdotal e religiosa.  O sacerdote não vive para si, mas para os outros. E vivendo desta maneira, ele santifica os seus fiéis e se santifica por meio do serviço. Contudo, pedimos ao Senhor que envie bons pastores para a sua “Divina Messe”.

Tenho encontrado muitos belos exemplos e homens heróicos em sua doação de vida pelo próximo! Quantos exemplos e quantos corações generosos! Por isso, continuemos a rezar pelas vocações em nossa Arquidiocese, bem como em todas as Paróquias e Comunidades. A Obra das Vocações Sacerdotais e os outros grupos que se propõem a essa tarefa realizam uma bela e importante missão: “pedi ao dono da messe que envie operário para a colheita”.

Dom Orani João Tempesta

 

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Artigo de Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

by nadia 1. April 2010 06:45




Artigo de Dom Vilson Dias de Oliveira, DC 
Bispo Diocesano de Limeira-SP

REFLEXÕES SOBRE O TRÍDUO PASCAL

Arquivadoem: Destaque — Clube da Evangelização at 8:55 am on segunda-feira, abril 6, 2009

A Festa anual da Páscoa

Não se pode precisar, mas deve ter sido no século II que, além de continuar celebrando o “primeiro dia da semana” como “o dia do Senhor”, se procurou solenizar, de um modo especial dentro do ano, o domingo concreto que coincidia com a Páscoa da ressurreição, isto é, o primeiro domingo depois da Páscoa judaica, com a lua cheia de primavera e na qual Cristo celebrou a última ceia na véspera de sua morte e três dias antes de ressuscitar.

Sentido do Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal é a maior celebração das comunidades cristãs. A Páscoa é o centro do ano litúrgico, fonte que alimenta a nossa vida de fé. Celebrar o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição do Senhor é celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus que o Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando, renovou a vida.

Quando teve início o Tríduo Pascal?

No final do século IV, encontramos já organizado um tríduo pascal, que Santo Agostinho recomenda vavivamente a seus fiéis. Formavam, em princípio, o tríduo: a sexta-feira, o sábado e o domingo. É no século VII que o tríduo se inicia com a “Ceia do Senhor” na tarde da quinta-feira, com o que fica ele constituído pela quinta-feira, pela sexta-feira e pelo sábado - aí incluída a vigília pascal. As três datas formam uma unidade: a celebração do mistério pascal.

O que celebramos na Quinta feira Santa?

O Senhor celebrara com os seus a última ceia no contexto da páscoa judaica: a comemoração da passagem de Israel pelo Mar Vermelho. Nesse dia, Cristo inaugura a nova Páscoa ,a da aliança nova e eterna, a de seu pão compartilhado e seu sangue derramado, a de seu amor levado ao extremo e do mandato do amor para nós, a de sua passagem pela morte à ressurreição, a Páscoa que devemos celebrar em sua comemoração. Eucaristia, sacerdócio, mandato do amor e nova Páscoa do Senhor são o conteúdo preciso da missa da Ceia do Senhor. O transporte das formas(hóstias) consagradas à urna para acomunhão da sexta-feira inicia-se no século XIII. O “monumento” (local físico) é elemento acidental e só encontra sentido em vinculação com o mistério celebrado: agradecimento ao amor de Cristo e oração- reflexão do mistério pascal.

O que celebramosna Sexta feira Santa?

Como vem acontecendo há muito tempo, hoje não se celebra a missa, tendo lugar a celebração da morte do Senhor: o mistério que é celebrado é uma cruz dolorosa e sangrenta, mas ao mesmo tempo vitoriosa e resplandecente. Trata-se de morte, a de Cristo, real e tremenda; mas é passagem para uma vida ressuscitada e eterna. O amor de Deus, que é vida, terá mais poder do que o pecado do homem, que é morte. A celebração incorpora-nos à redenção de Cristo e a seu mistério de salvação universal: pela morte à vida.

O que celebramos na Vigília Pascal?

Contamos com documentos do início do século III, que apresentam alguns elementos desta celebração, tais como: jejum, oração, eucaristia - e até batismo, com a bênção da “fonte batismal”. Vão-se acrescentando depois novos elementos: o canto do Exultet, que vemos documentado no século IV e a bênção do círio pascal, no século V. Pouco a pouco, foi-se enriquecendo esta última, que deve ser “acelebração das celebrações” para o cristão, e a que Santo Agostinho denominava “Mãe de todas as vigílias”.

É o Senhor quem nos convida a celebrar sua Páscoa!

Assim ouvimos com alegria: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida, e o Autor da vida se levanta triunfador da morte.Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e todas aquelas pessoas que não acolheram o Reino de Deus. Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição! Nada, pois, mais necessário do que viverem intensidade estes dias sagrados e abrir os corações às inspirações divinas. Então a Páscoa será abençoada e sinal de novas conquistas e de vida plena para todos. Participe destes importantes dias onde celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Boa Páscoa a todos vocês!

Dom Vilson Dias deOliveira, DC - Bispo Diocesano de Limeira-SP 

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Artigo de Dom Orani João Tempesta

by nadia 1. April 2010 06:30

Celebrações Pascais

QUA, 31 DE MARÇO DE 2010 10:13 CNBB

Estamos agora no Tríduo Pascal. A Quaresma, iniciada na Quarta-feira de Cinzas, se conclui na Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor. Com esta Missa iniciamos o Tríduo Pascal que, como nos recorda a Igreja, “não é preparação do Domingo da Ressurreição, mas é, segundo as palavras de Santo Agostinho, o sacratíssimo Tríduo do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado”. Ainda mais: “oTríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, que começa com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição”. “É o ápice do ano litúrgico porque celebra a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando, morrendo, destruiu a nossa morte e, ressuscitando, renovou a vida”.

Neste Ano Sacerdotal que estamos por findar, gostaria de refletir sobre a Quinta-feira Santa, dia tão importante para a unidade presbiteral. Pela manhã, em nossas catedrais, celebramos a chamada Missa do Crisma, na qual os sacerdotes renovam os seus compromissos e levam para suas comunidades os Santos Óleos, abençoados e consagrados, para a administração dos sacramentos durante o ano, também como sinal de unidade.

Na Quinta-feira Santa à tarde, quando se inicia o Tríduo Pascal, a Igreja celebra a instituição do maior dos sacramentos, a Eucaristia. É o sacramento do amor –sacramentum caritatis. A oferta de Jesus na cruz foi sacramentalmente antecipada na Última Ceia pelas palavras do Divino Mestre sobre o pão e sobre o vinho, respectivamente: Isto é o meu corpo entregue. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, derramado...

Jesus, com efeito, ordenou aos Apóstolos que, repetindo o seu gesto, celebrassem sacramentalmente o Seu sacrifício ao longo da história da Igreja. A Igreja, na verdade, recebeu a ordem de celebrar a Eucaristia como um verdadeiro dom, um presente inestimável de Deus. Pela Eucaristia, a Igreja é associada ao sacrifício redentor de Cristo em favor da salvação do mundo. Pela Eucaristia, apresença de Jesus à Igreja se realiza de um modo intenso e extraordinário. Pela Eucaristia, o Povo de Deus a caminho é alimentado e fortalecido com o Pão do Céu.

Vemos, assim, a importância da nossa participação anual nessa celebração e a alegria de celebrá-la solenemente aos domingos e dias de semana. Esse grande dom que o Senhor nos concede, alimentando-nos com Seu Corpo e Seu Sangue, também nos fala pelas Escrituras e nos une em comunidade de fé como irmãos e irmãs – e nos envia ao mundo com a missão de anunciar a todos a Boa Notícia.

Ao ordenar aos Apóstolos a celebração da Eucaristia, Jesus instituiu o sacerdócio ministerial. Na Igreja, em virtude do Batismo, todos são inseridos no único sacerdócio de Cristo. Entretanto, como o Plano de Deus obedece à economia sacramental, existem na Igreja aqueles que fazem às vezes de Cristo Sacerdote, Cabeça da Igreja. Estes são os sacerdotes ordenados. Ora, o sacerdócio ordenado existe para o bem do Povo de Deus. Pela pregação da Palavra de Deus, pelo governo da Igreja, pela celebração dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, o ministro ordenado, representando Cristo Cabeça, serve aos fiéis batizados afim de que todos sejam associados ao único Sacerdote da Nova e Eterna Aliança.

Com efeito, Cristo inaugurou um novo sacerdócio, o sacerdócio da Nova Aliança. Os sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam a Deus sacrifícios externos, como o novilho ou o cordeiro. Jesus, no entanto, ofereceu ao Pai a sua própria vida. De outra coisa não quis saber senão de obedecer em tudo ao seu Pai. O sacrifício que Jesus Sacerdote ofereceu a Deus é um sacrifício existencial, o sacrifício da vida conformada à vontade divina. A morte na cruz é o grande sinal de que Jesus não se acovardou, mas levou até o fim a missão que o Pai lhe confiara. Jesus é o novo Adão. O velho Adão desobedeceu a Deus, mas o novo foi-lhe fiel até o derramamento do próprio sangue.

Para que a humanidade se renovasse e pudesse obedecer a Deus à semelhança do Homem Novo, Jesus Cristo, Ele dispôs que todos os homens se associassem a seu Filho pela graça. A graça é uma ajuda, um favor de Deus concedido em benefício da nossa fraqueza. A graça de Deus nos tira do pecado, renova-nos, santifica-nos e nos dispõe para receber um dia a glória celeste em todo o seu esplendor. Ora,de acordo com a economia sacramental do Plano de Deus, a graça de que necessitamos vem até nós de modo especial pelos sacramentos, especialmente a Eucaristia. A Eucaristia comunica-nos a vida mesma de Cristo, a fim de que façamos o que Cristo fez: entregar a vida a Deus como um sacrifício de louvor. Na verdade, servir a Deus significa realizar nossa suprema vocação. E servir a Deus é reinar.

O sacerdócio ordenado, na verdade, resulta de uma especial participação do sacerdócio de Cristo e, como tal, existe para o bem espiritual do Povo de Deus. Os ministros ordenados, sobretudo pela celebração da Eucaristia, perpetuam sacramentalmente o sacerdócio de Cristo e, assim, levam aos fiéis os dons da Redenção, associando a Igreja ao sacrifício de seu Esposo. A finalidade suprema é a união com Cristo e a tradução dessa união em gestos concretos de amor ao próximo. Deixar que a vida de Cristo seja a nossa vida é a grande meta de todos nós. Como Cristo ofereceu-se ao Pai, a Igreja também deve fazê-lo. E a força que ela recebe para isso vem do próprio Cristo, que, por seus ministros ordenados, atua eficazmente em favor de seu Corpo Místico.

Recorda-nos o rito de ordenação de presbíteros: “Este irmão, após prudente exame, será constituído sacerdote na Ordem dos Presbíteros, para servir ao Cristo Mestre, Sacerdote e Pastor, que, por seu ministério, edifica e faz crescer o seu Corpo, que é a Igreja, como povo de Deus e Templo do Espírito Santo.” E ainda: “Desempenha, portanto, com verdadeira caridade e contínua alegria, a missão do Cristo sacerdote, procurando não o que é teu, mas o que é de Cristo”.

Que a Quinta-feira Santa, dia da Eucaristia e da instituição do sacerdócio ordenado, seja para o Povo de Deus, principalmente para os sacerdotes, o grande dia de contemplar o amor de Deus. O Senhor deixou à Igreja o sacramento da caridade, e o sacerdócio ordenado, que, nas palavras de São João Maria Vianney, é “o amor do coração de Jesus”. Que o Ano Sacerdotal, que ora celebramos, reavive em nós a consciência da importância da Eucaristia e dos ministros ordenados para a vida da Igreja. E os ministros ordenados agradeçam ao Senhor, sabendo que tudo é dom de Deus para o bem da Igreja, e sejam fiéis ao dom recebido, mostrando pela vida e pelas palavras que a fidelidade de Cristo é que garante a fidelidade do sacerdote. “Seja, portanto, a tua pregação, alimento para o povo de Deus e a tua vida, estímulo para os féis, de modo a edificares a casa de Deus, isto é, a Igreja, pela palavra e pelo exemplo”.

Ao agradecer a Deus pelo Seu Filho presente entre nós, de modo especialíssimo pela Eucaristia, pois acreditamos nas Palavras que Ele nos deixou nas Escrituras, rezemos também pelos que são chamados a servir ao Povo de Deus no ministério sacerdotal, entregando suas vidas para a glória de Deus e a santificação das pessoas.

Nós recordamos com carinho que na Sexta-feira Santa deste ano, dia 2 de abril,voltava para a casa do Pai o nosso querido Papa João Paulo II, o grande Servo de Deus, fiel até o fim, dando a sua vida até o último suspiro na fidelidade ao Evangelho, e que governou a Igreja de 1978 a 2005.

As celebrações da Paixão e Morte do Senhor na Sexta Feira Santa e grande Vigília Pascal, quando renovamos as promessas batismais, completarão esse importante tríduo sacro, centro de nosso ano litúrgico. Somos todos convidados a “fazer Páscoa”, participando com nossas comunidades desses momentos marcantes de nossavida católica.

Ao iniciarmos com esta celebração da Ceia do Senhor as celebrações pascais deste ano, permitam-me agradecer a todos pela comunhão e unidade e desejar que a Páscoa que ora vivemos possa iluminar todos os momentos de nossas vidas e ser o centro de toda a nossa história. Ter a certeza de que, com Cristo, passamos da morte para a vida, e na madrugada do primeiro dia da semana, iremos, também nós, anunciar ao mundo a grande notícia: o Senhor está vivo, Ele está conosco, Ele Ressuscitou! Aleluia!

Feliz Páscoa a todos!

Dom Orani João Tempesta

 

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Silêncio: fonte criadora.

by nadia 23. February 2010 10:42

Silêncio: fonte criadora.

O cultivo do silêncio como fonte de criatividade e gratidão.

Novo tempo, outro ciclo. Possibilidades de escutar mensagens e provocações de recantos distintos, além dos já conhecidos ou de sentir com maior acuidade as profundezas da vida. Ninguém agüentaria estar sempre mergulhado nas frenéticas baladas carnavalescas. Ainda mais numa época que supervaloriza a "curtição" a todo custo. Como se a história humana fosse somente exposição ou a exteriorização de sons, cores, amores. Talvez o melhor do ciclo presente (quaresmal) seja a possibilidade de contar também com o silêncio. É preciso visitá-lo no espaço que se chama deserto e ali abraçar também as cruzes do caminho. Deserto onde o Povo de Deus esteve na sua experiência de Êxodo e também Jesus, passando pelas tentações (Lc 4, 1-13). Aliás, suspeita-se que seja no deserto que as coisas mais intensas e descobertas importantes emergem no cotidiano. Sem uma saudável cota de solidão da alma, talvez não haja como colher o broto nascido de sementes escondidas.

O ritmo quaresmal, bem mais comedido, moderado, possibilita ao humano visitar sua morada e num recolhimento necessário notar como andam suas arrumações. Sair um pouco do barulho, de tantas vozes de fora, abre espaço bom para também escutar os rumores internos de onde emergem as pulsões vitais ou destruidoras. Não se trata de inércia, mas de buscar o silêncio de onde emergem palavras novas. Adélia Prado já dizia que "a palavra é disfarce de uma coisa mais grave". Do contrário, os ruídos seriam a forma mais autoritária de distanciar o ser humano de seu silêncio criador. Não é raro esbarrar com uma massa grande de pessoas que falam demais, sem dizer coisa alguma. Sem a voz do silêncio, será oca a comunicação humana. Despir-se dos dizeres comuns para dar conta dos amores e dores do viver. Por que será que os lutos, as tristezas tornam-se cada vez mais insuportáveis nos dias atuais? Certamente porque tais situações devolvem a todos a ausência de palavras, de explicações. As palavras se esvaziam!   

Silenciar-se não significa isolamento ou tirar os outros do horizonte. Talvez seja o contrário: confessar que a casa que se chama mundo é casa compartilhada. Não é propriedade privada de ninguém porque existe antes, é dom. Retirar-se dos palcos, das pretensões centralizadoras é colher a herança que se é como criaturas. Ninguém inaugura algo totalmente novo, a partir de um ponto zero. A atitude mais nobre será a gratidão e a memória agradecida por reconhecer nas conquistas o mistério escondido que sustenta a vida. Tal movimento possibilita a escuta e o encontro com aqueles que cruzam as estradas da vida. O silêncio ajuda a cultivar a escuta daquilo que é diferença. Que não coincide com as especulações ou preferências particulares. Abre o coração para o plural da vida e torna o"escutador" mais dócil ao aprendizado e mais humilde em relação às suas verdades. Acolhe mais o outro.

Resgatar o silêncio acolhedor é caminho que abre horizontes de fé. Sabendo-se precário em sua existência e não se encontrando como fundamento próprio, o humano suplica por um Senhor. Na experiência cristã o Senhor é aquele mesmo que se esvaziou, ganhando as feições frágeis dos humanos. É próximo e amigo. Também vive o encontro com a morte em sua feição tão trágica. Silêncio amoroso da cruz, transformado em Páscoa. A experiência espiritual da quaresma ensina, pois, a reconhecer o caminho da cruz de Jesus como lugar de redenção. Do silêncio maior, brota a palavra criadora de Deus.Como conseqüência, o ser humano aprende que mesmo no caos da morte é possível confiar e esperar. É da cruz de cada dia, lugar da solidão e do deserto, que também pode brotar o grito de fé: salva-nos, Senhor! Um grito que se torna maior do que qualquer palavra. Explode como entrega confiante e operante capaz de caminhos novos de ressurreição e vida.  

Autor: Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.

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Artigo de Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

by nadia 12. February 2010 06:26

A caminho da Páscoa 

QUI, 11 DE FEVEREIRO DE 2010 14:06 CNBB

Na próxima semana entraremos no tempo da Quaresma – sempre é único e especial esse momento da liturgia. Necessitamos de um espaço para olhar a nossa vida e buscar acolher a graça de Deus que nos convida a sermos novos. A oração, penitência, jejum, esmola, lectio divina, confissão sacramental, reflexões, confissões, fazem parte deste tempo, juntamente com uma sobriedade na liturgia (sem o hino do Glória, a aclamação do Aleluia, as flores e sem solenizar demais as celebrações), procurando concentrar naquilo que é essencial em nossas vidas.

Todos nós necessitamos de um tempo de reflexão e mudança. Durante o ano tantas situações vão se sucedendo e colocando-nos muitas vezes fora do caminho do Senhor. Os 40 dias que tornam presentes os dias de Jesus no deserto, e também os anos do povode Deus na caminhada do Êxodo, saindo das escravidões para a vida nova, passando pelo Mar Vermelho e celebrando a aliança com Deus, nos recordam que é tempo de renovar nossa vida batismal e nossa aliança com o Senhor. Para isso há este tempo de contrição que deve conduzir-nos a uma nova vida – eis que tudo passou e se fez novo, queremos cantar e anunciar!

É também um tempo de especial preparação para a grande festa da Páscoa. A Santa Igreja celebra todos os anos os mesmos tempos e festas previstos no seu Ano Litúrgico para atualizar a salvação, fazendo-a crescer sempre mais nos corações. Neste ano a celebração do tempo quaresmal deve trazer novidades para o incremento da vida cristã, a fim de que a celebração pascal produza abundantes frutos em nossa existência individual e comunitária. Deus é quem possibilita que sejamos sempre mais. A cada ano, o Amor divino quer nos atrair para mais perto de si. A vida humana e cristã é essencialmente dinâmica porque Deus, nosso Criador e Salvador, é a força que nos impulsiona e nos estimula a crescer cada vez mais. Nossa caminhada não pode parar enquanto não repousarmos plenamente em Deus.

A Quaresma quer ser para nós um tempo especial, um tempo de verdadeira graça e conversão. O importante é que não deixemos que este tempo favorável passe em vão. Lembremo-nos de que neste mundo tudo muda. Se não mudarmos para melhor, se não avançarmos, começamos a regredir, porque nada sob o tempo permanece imutável. O período quaresmal quer ser, então, um tempo especial de mudança para melhor. Muitos são os exercícios de piedade que podemos fazer durante o tempo quaresmal. Avia-sacra é um deles. A meditação do caminho sagrado percorrido por Jesus é apta a despertar em nós o amor que levou o Filho de Deus a entregar-se ao Pai e aos homens. Mas há muitas outras formas de viver bem a Quaresma. Devemos aprender a orientar nossos desejos. A Igreja sempre recomendou a penitência e o jejum como meio de educação da vontade e das paixões. Uma vontade firme e bem decidida é capaz de realizar maravilhas, com a ajuda, indispensável e fundamental da graça de Deus. O homem que não orienta bem as suas paixões acaba tornando-se escravo delas. Muito pode ajudar-nos nessa tarefa de educação da vontade e orientação das paixões a frequência ao sacramento da penitência ou da confissão. Nesse sacramento acontece um verdadeiro diálogo de salvação, através do qual Deus nos liberta do peso das faltas e nos dá novo vigor ao espírito. Que a penitência, da qual o bom cristão não pode descuidar, seja uma marca de nossa caminhada quaresmal.

Jamais podemos nos esquecer da vida de oração. A oração é comunhão com Deus, é intimidade com Ele, é fonte de bênçãos incontáveis. Jesus é o grande mestre e modelo de vida orante. A Escritura nos diz que o Salvador passava noites inteiras em oração. Na Quaresma podemos intensificar nossa vida de oração e de comunhão com Deus. Devemos saberque nossa oração deve ser orientada por tudo aquilo que Jesus nos revelou. Uma oração bem feita nunca deixa de lado a Palavra de Deus, que é constante mente explicada e atualizada pelos ensinamentos da Igreja. Deus nos amou por primeiro. Ele nos falou por Jesus Cristo. A oração é resposta ao amor e à Palavra de Deus.

O mandamento do Amor deve ser a grande luz a iluminar-nos o caminho quaresmal. Nós amamos porque, antes, fomos amados por Deus. O nosso amor cristão é sempre uma expressão do amor que recebemos da Trindade Santíssima.

Durante a Quaresma, há uma boa maneira de nos ajudar a descobrir a necessidade de conversão. AIgreja Católica no Brasil celebra a Campanha da Fraternidade a fim de estimular práticas bem concretas de amor ao próximo e de mudança de mentalidade. Este ano a Campanha foi elaborada pelo Conic. As CFs sempre foram ecumênicas e dirigidas a toda a sociedade, e agora versa sobre a economia. O tema figura assim: Economia e vida; e o lema: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24c). O objetivo é o seguinte: Unir Igrejas cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e paz”. De fato, o mundo da economia não pode ser regido somente pela sede de lucros. Uma quota de gratuidade deve sempre existir como expressão de reconhecimento da dignidade de cada pessoa. Uma economia que tem em vista o lucro a qualquer custo só pode gerar exclusões e misérias, e, como tal, não é digna do homem. A economia deve existir para o bem do homem, não ocontrário. As nossas reuniões de grupo, de comunidades, círculos bíblicos,juntamente com as reflexões litúrgicas, irão aprofundar esse tema importante e necessário. No domingo de Ramos iremos entregar em nossas comunidades o dinheiro fruto de nossas penitências quaresmais para a Campanha da Solidariedade, que o utilizará para projetos sociais na Arquidiocese e na Igreja do Brasil.

Com a Quarta-feirade Cinzas entramos neste tempo, reconhecendo que somos pecadores necessitados de conversão. Infelizmente, a nossa sociedade não se preocupa em guardar o tempo quaresmal, mas cabe a nós, católicos, fazê-lo de tal forma que seja realmente vivenciado e propício para a renovação de nossas vidas.

Por fim, o meu desejo, que agora expresso de todo o coração, é que esta Quaresma nos prepare, de fato, para celebrar dignamente a Páscoa do Senhor. Nada como romper o Aleluia pascal com o coração purificado, a mente elevada a Deus e o olhar direcionado ao irmão. Que a vitória do Ressuscitado sobre o pecado e a morte seja também a nossa vitória!

Dom Orani João Tempesta,O. Cist.

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Descobrindo a Vocação

by Padre Mauro 31. July 2009 10:46

DESCOBRINDO A VOCAÇÃO 

 

Vocação: palavra originada do latim “vocare” que dizer “chamar”, significado simples, mas de grandioso valor, onde se abriga um mundo de idéias sábias. Cada um de nós tem uma vocação, seja ela qual for, se para o sacerdócio, matrimônio, vida leiga, para o apostolado, para o amor, para a castidade ou para qualquer outra coisa de seu dom, que te faça agir em prol do Reino de Deus.  

A forma de se descobrir uma vocação é ouvindo chamados, chamados estes feitos pelo Espírito Santo, porém muitas vezes não sabemos escutar esse chamado que é atribuído para desempenhar importantes funções em nossa vida para a construção do Reino do Pai.  

Todos nós, desde o ventre de nossas mães, já temos uma vocação! Deus nos dá a vocação de acordo com a nossa necessidade. 

Saber escutar o chamado feito pelo Espírito Santo é muito simples, consiste em uma receita básica, que se compõe de: um punhado de ORAÇÃO, uma pitada de , bastante ANÚNCIO DA PALAVRA DE DEUS, e um pouco de EXAME DE CONSCIÊNCIA. Fique atento, se você se sente atraído por algo ou, aquela idéia que te empolga, não sai da sua cabeça, este pode ser seu chamado, não o ignore, e não tenha medo, nem receio de segui-lo.  

É importante dizer que ninguém pode interferir na sua escolha, seja ela qual for, e também não se deve ter vergonha dos outros, a respeito da sua vocação descoberta, ela é o sentido da sua vida! Além de tudo isso, ame e cultive sua vocação como uma árvore, para que ela cresça, com raízes firmes no chão, floresça e frutifique, a fim de dar outras sementes.  

Lembre-se, “ama tua vocação com paixão, ela é o sentido da sua vida”! Fique atento ao chamado! Aceite-o! Deus está te esperando! 

Luiz Fernando Bazílio Beccalli, 13 anos, Itaguaçu, ES

Paróquia Nossa Senhora Medianeira

 


Na foto – Pais e Irmão!

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Vocação... Existem muitos caminhos!

by Padre Mauro 31. July 2009 10:31

Vocação... Existem muitos caminhos!

  “Pedi ao Senhor da Messe...” (Mt 9, 38) 

Definir o rumo de um projeto e a ele dedicar-se exige boa dose de coragem. Iniciamos agosto, mês dedicado às vocações, celebrando no primeiro dia, Santo Afonso Maria de Ligório, Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor (1732), dos chamados Missionários Redentoristas, portadores da palavra de Jesus.  

Santo Afonso, à luz da experiência do seguimento de Jesus Cristo, o Redentor, edificou um projeto e a ele dedicou-se até as últimas forças: no Anúncio da copiosa redenção na pessoa dos mais pobres a fim de conscientizá-los e promovê-los. Ele descobre que a evangelização desse povo pobre é a sua vocação na Igreja.  Este anúncio da abundante redenção semeia nos pobres uma Esperança inesgotável e lúcida da libertação e salvação de toda pessoa. 

Então, este projeto de Santo Afonso está vivíssimo na Igreja, pois, a Congregação Redentorista na pessoa dos Padres, Irmãos, Missionários Leigos Redentoristas e de todos que participam de nossas Paróquias, Santuários e tantas outras frentes de trabalhos, nos 78 países do mundo, bebem da Espiritualidade Redentorista, nosso Carisma e, claro, do legado espiritual de Afonso através das suas 111 obras. Coisa formidável!  

Ora, quem nunca leu a Teologia Moral de Santo Afonso? Arte de amar Jesus Cristo? Visitas ao Santíssimo e a Nossa Senhora?  As Glórias de Maria? Etc. São obras vivas e nos sustentam na experiência do Único essencial: Jesus Cristo, nosso único tesouro.  

Assim, Irmãos e Irmãs, como Santo Afonso, podemos ouvir, na intimidade com o Santíssimo Redentor, os apelos Dele na nossa vida, descobrir onde é que Deus me chama a florescer como gente, pessoa? Onde é que Deus me chama para brilhar? Qual é a minha vocação?  

É bom lembrar que a vocação consiste no chamado para que a pessoa seja ela própria, para que realize suas possibilidades únicas e irrepetíveis. É um convite, um apelo de Deus que vem ao encontro de cada ser humano, pessoa. Portanto, descobrir a vocação é descobrir o chamado original para ser eu mesmo (a), pessoa. Supõe, exige conhecer-me, aceitar-me como sou e ousar dar passos, aprendiz. Tarefa árdua! Por isso, o belíssimo pensamento de Santo Afonso: Deus me ama do jeito que eu sou para que eu vá aprendendo a ser como Ele me deseja.  

Que todos os dias, especialmente nesse mês de agosto, sejam propícios para cada um/uma mergulhar, refletir, partilhar, despertar, rezar, ousar, descobrir a sua VOCAÇÃO..., a roda-mestra da vida, diz Santo Afonso. Senhor, que queres de mim?  

Irmãos e irmãs, o futuro das vocações está nas mãos de Deus, mas em certo modo está também nas nossas mãos.  A oração é a nossa força, “pedi, pois, ao dono da Messe que mande operários para sua messe”

JOVEM, você já pensou qual caminho vai seguir?  

Pe. Mauro de Almeida, Missionário Redentorista

 

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ENCONTRO DE PROMOTORES VOCACIONAIS E FORMADORES

by Padre Mauro 22. July 2009 06:27

ENCONTRO DE PROMOTORES VOCACIONAIS E FORMADORES REDENTORISTAS DO BRASIL

GOIANIA, 07 A 19 DE JULHO DE 2009 – PROVÍNCIA DE GOIAS – GO

 

“Orar muito, orar pelos nossos estudantes. ‘Se o Senhor não cuida da casa, em vão se esforcem os vigilantes’. A vocação é o mais importante; cuidá-la, desenvolvê-la, cultivá-la e promovê-la entre os formandos é mais que pregar as mais brilhantes missões”.

(Beato Gaspar Stanggassinger, Missionário Redentorista).

 

Caro internauta é bom compartilhar com você nossas boas notícias, fatos da vida Missionária Redentorista. É bom saber que você é um leitor assíduo de nossas páginas, obrigado. Continue, pois, lendo e divulgando nossos sites. Boa leiteira! Envia-me também seus comentários e notícias, bem-vindos!

 

Então, nosso Encontro de Promotores Vocacionais e Formadores Redentoristas na Província de Goiás. Trabalhamos esses dois temas: Animação Vocacional às vésperas do 3º Congresso Vocacional do Brasil em 2010 com o Assessor Pe. Geraldo Tadeu Furtado, RCJ e “Desafios da formação na pós-modernidade, entre o ideal e a realidade” com Dr. Willian Castilho, Psicólogo e professor da PUC em Belo Horizonte.

 

A acolhida dos confrades foi calorosa, fraterna e com muita organização. Encontramos um ambiente assaz hospitaleiro, fecundo, organizado, silencioso, bem redentorista. Assim, na junção de dons, congregamos Missionários Redentoristas, Promotores Vocacionais e Formadores, representante de todas as Unidades, exceto de Manaus – AM. Eis os representantes das Unidades Redentoristas (Promotores): Pe. Luciano e Ir. Ernesto (Província de São Paulo), Pe. Mauro (Província do Rio de Janeiro), Pe. Aloísio (Vice-Provincia da Bahia), Pe. Marcos Vinícius (Província de Campo Grande), Pe. Carlos Augusto (Vice-Província de Fortaleza), Pe. Mário (Vice-Província de Recife), Diácono Natalino, Diácono João Paulo e Bruno (Postulante) (Província de Goiás) e Pe. Inácio (Província de Porto Alegre) e os Fratres Marcelino e Eduardo (Província de Goiás).

 

Foram momentos de trabalhos, reflexão, oração, celebração, lazer e de muita confraternização, ternura. Deus seja louvado! Ah! Nosso dia de passeio foi em Rio Quente. Lugar belíssimo: com águas quentes e com uma exuberante natureza. Lindo! Vale a pena conferir, marcar um passeio nesse chão de Deus, uma parte do céu!.

Então, que esses dias tenham sido para todos nós, Promotores e Formadores Redentoristas, fonte de inspiração e de mais ousadia missionário no dom de cada dia a exemplo de nosso Pai, Santo Afonso e de todos os Santos, Beatos e Mártires da Congregação Redentorista.

 

 

JOVEM, VENHA FAZER PARTE DESSA FAMÍLIA DE MISSIONÁRIOS REDENTORISTAS NO BRASIL E NO MUNDO!

 

Pe. Mauro de Almeida, C. Ss.R. Promotor Vocacional

 

ACONTECEU...! VEJAM AOS FOTOS!

 

 

 

Acima temos os Formadores e Promotores Redentoristas

   

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Tempo do Advento, deixemo-nos caminhar pela luz do Senhor!

by Administrador 14. December 2008 13:33

Tempo do Adventus! O Advento nos traz anualmente a alegria da esperança de tempos novos, pelo fato de Deus ter pisado a nossa terra. O Advento, como tempo de preparação para o Natal, é um momento de ALEGRIA. A esperança da intervenção de Deus no mundo é prenhe de amor por aquele que vem. A confiança em Deus deve ser acompanhada da obediência à ordem do Senhor Jesus: VIGIAI!

O início do ano Litúrgico nos permite colocar em destaque os motivos dessa alegria: Deus, mediante seu Espírito, não só se aproximou da humanidade, falando pelos profetas, mas nos enviou seu próprio Filho. Vamos saborear bem desses dias favoráveis para prepararmos para as festas que se aproximam!

Desejo-lhe todo bem e êxito na sua caminhada pessoal e família, caro visitante do nosso site! Não se esqueça de rezar por nós, Missionários Redentoristas! Boa caminhada nesse tempo do Advento! Sucesso em Jesus Cristo! Não abandonais a vossa coragem que merece recompensa!

 

 

Padre Mauro de Almeida, C.Ss.R.

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Vocação VERSUS Profissão

by Administrador 14. December 2008 13:09

"Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida." Confúcio

O termo vocação vem do latim, vocare, que quer dizer "chamado". Assim, vocação é um chamado íntimo de amor. Amor e prazer por um fazer que dá alegria e satisfação. Quem atende a esse chamado íntimo certamente desempenhará suas atividades vocacionais com bom ânimo e disposição, não apenas pela remuneração, mas pelo prazer de fazer o que gosta. Ouvir esse chamamento seria o ideal para qualquer ser humano que desejasse ser útil à sociedade na qual vive. A excelência do seu trabalho por certo lhe traria, como conseqüência, uma recompensa financeira satisfatória.

No entanto, a realidade é bem diferente. Os filhos crescem ouvindo os pais dizer: "alegria não enche barriga", "vocação nem sempre dá status", então o jovem precisa optar pela "barriga cheia", nem que isso lhe custe a alegria de viver e a utilidade. Aí ele escolhe uma profissão que lhe traga vantagens financeiras e status em vez de ouvir o chamamento íntimo da sua vocação. Na vocação, a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão, o prazer se encontra não na ação, mas no ganho que dela deriva. O profissional, somente profissional, executa seu "fazer" não por amor a ele, mas por amor a algo fora dele: o salário, o ganho, o lucro, a vantagem. Já o homem movido pela vocação é um apaixonado pelo seu "fazer", e faz até de graça, apenas por satisfação. Essa diferença é fácil de constatar entre um político por vocação e um político por profissão. A vocação política é uma paixão por um jardim, já que "política" vem de polis, que quer dizer cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade.

Dessa forma, um político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo. O político é, entes de tudo, um jardineiro. O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que para isso aumentem, ao seu redor, o deserto e o sofrimento.

Essa grande diferença entre vocação e profissão pode se estender a todos os outros ramos de atividades. Os médicos por vocação, por exemplo, exercem suas atividades com amor e prazer. Sem precisar de juramentos, se dedicam a salvar vidas por amor à causa que abraçam, de coração. Existem também os profissionais da medicina. Mesmo sob juramento eles só atendem depois de saber quem vai pagar a conta. Talvez esses sejam os que resolveram seguir o conselho dos mais velhos, quando estes diziam que alegria não enche barriga. Poderíamos citar vários exemplos das diferenças entre profissão e vocação, mas isso não vem ao caso. O que desejamos ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Isso não quer dizer que não se deva receber para exercer sua vocação. O que dizemos é que o dinheiro deixa de ser o principal objetivo para ser uma conseqüência natural de uma atividade prazerosa.  Quando se trabalha só pela recompensa exterior, a atividade se torna um fardo pesado demais. Quando se gosta do que se faz o desgaste é menor ou quase nulo. Como disse o velho e bom Aristóteles, "o prazer aperfeiçoa a atividade". Quando se trabalha com prazer, o trabalho pode trazer ótimos resultados ao longo de uma existência. Por essa razão, sempre vale a pena ouvir esse apelo íntimo chamado vocação.

Com base no cap. 15 do livro Mansamente Pastam as Ovelhas, de Rubem Alves, Ed. Papirus.

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