Terceiro domingo de julho, dia solene para os Redentoristas. Celebrar o Santíssimo Redentor, titular da Congregação, é mergulhar na fonte mais límpida da espiritualidade afonsiana. Jesus é o Redentor, pois inaugura, em sua história, a esperança pascal. Levando às últimas consequências o mandamento do amor, Ele constrói um caminho de libertação integral do ser humano. Amor encarnado, expressa com plenitude a graça da comunhão trinitária. É por isso que o cristão confessa que a caridade salva a raça humana ao possibilitar-lhe a travessia das sombras do fechamento ao encontro com Deus e o próximo.
Nas mais de cem obras escritas por SantoAfonso, “A Prática de Amar a Jesus Cristo” está entre as principais. Num primeiro momento, ele mostra a grandeza do amor de Deus tão visível em todas as obras criadas e plenamente manifestado na pessoa de Jesus. Amor sem reservas; puro dom que faz viver. Em seguida, há um convite, um incentivo ao coração humano para que corresponda com amor ao AMOR. É a caridade cotidiana que atualiza os dons celestes. Vale ler esse livro porque retrata bem o caminho do santo, ou seja, é impossível trilhar as veredas da santidade sem se sentir profundamente amado pelo Redentor e impelido a amar os irmãos.
Em tempos atuais, onde se busca um Cristo muitas vezes virtual e fantasioso, a espiritualidade Redentorista tem a missão de ensinar que a práxis – feita de atitudes concretas – é o lugar da salvação. De outra forma, a árvore que não dá frutos deve ser cortada. Seguir o Redentor é assumir as cruzes, desfazendo os medos que inibem a caminhada.
Assim, a identidade do missionário, como também ensina Santo Afonso, é testemunhar o rosto apaixonado de Deus, em Cristo, pelos humanos. Movimento que é prática cotidiana, certamente recriado em novas posturas principalmente onde o sofrimento impera. Que tal lucidez nunca falte na vida daqueles que carregam o nome de REDENTORISTAS.
Pe.Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.
Superior Provincial